Filhotes retirados da mãe com menos de oito semanas.
- Daniel Castro Adestrador

- 4 de fev.
- 2 min de leitura
Retirar um filhote de cachorro da mãe antes dos 2 meses (8 semanas) pode gerar impactos importantes no comportamento, no desenvolvimento emocional e até na saúde. Esse período é crítico para a socialização e aprendizagem básica com a mãe e com os irmãos de ninhada.
Principais consequências comportamentais possíveis:
Déficit de inibição de mordida
Com a mãe e os irmãos, o filhote aprende a controlar a força da mordida durante as brincadeiras. Quando sai cedo demais:
morde mais forte
tem menor autocontrole
pode ter comportamento mais brusco ao brincar
Maior risco de ansiedade e medo
A presença da mãe regula o estresse do filhote. A separação precoce pode levar a:
insegurança
medo excessivo de pessoas ou ambientes
maior reatividade a estímulos
Problemas de socialização com cães
A convivência com a ninhada ensina linguagem corporal canina:
dificuldade de interpretar sinais de outros cães
interações sociais inadequadas
maior chance de conflitos
Maior probabilidade de ansiedade de separação
Filhotes separados cedo tendem a:
vocalizar excessivamente
destruir objetos
ter dificuldade de ficar sozinhos
Comportamentos compulsivos ou orais
Como não completaram a fase de sucção e regulação oral:
mastigação excessiva
chupar objetos, cobertores ou partes do corpo
lambedura repetitiva
Menor tolerância à frustração
A mãe impõe limites naturais. Sem isso:
baixa capacidade de autocontrole
frustração rápida
impulsividade
Maior risco de agressividade futura (em alguns casos)
Estudos mostram associação entre separação precoce e:
agressividade defensiva
reatividade por medo
Se a separação precoce for inevitável, é possível reduzir impactos com:
socialização gradual e controlada
convivência com cães equilibrados
enriquecimento ambiental (especialmente relevante no seu trabalho com cães)
treino de autocontrole
manejo de mordida desde cedo
rotina previsível
suporte de um profissional em comportamento canino


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